O Dokkōdō (独行道 Dokkōdō; “O Caminho da Solidão” ou “O Caminho a ser Seguido Sozinho”) foi um livro escrito por Miyamoto Musashi (宮本 武蔵) uma semana antes de morrer em 1645. É um trabalho curto, consistindo de vinte e um preceitos; os preceitos 4 e 20 são omitidos na primeira versão. Foi composto quando Musashi entregou suas posses em preparação para a morte, e foi dedicado ao seu discípulo favorito, Terao Magonojo (a quem o Go rin no sho também fora dedicado). Expressa um estilo de vida honesto e ascético.
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domingo, 14 de fevereiro de 2016
sábado, 13 de fevereiro de 2016
O Mundo Assombrado pelos Demônios - Carl Sagan
Este livro é uma defesa apaixonada e apaixonante da ciência e da racionalidade humana. Carl Sagan, que n„o tem poupado esforços para divulgar os conhecimentos científicos de forma correta e clara, ataca o vírus do analfabetismo científico que faz, por exemplo, com que a maioria dos americanos pense que os dinossauros conviveram com os seres humanos e que desapareceram no Dilúvio porque não cabiam na Arca de Noé. Ou que acredite em explicações pseudocientíficas e ficções, do monstro de Loch Ness às estátuas lacrimejantes da Virgem Maria, do Abominável Homem das Neves ao poder das pirâmides e dos cristais, do Santo Sudário a terapias de vidas passadas, de anjos e demônios a seres extraterrestres que sequestram e estupram.
Para o autor de Pálido Ponto Azul, longe de serem inócuas, essas crenças e modismos podem causar danos terríveis; nos Estados Unidos pais inocentes estão sendo condenados em decorrência de falsas lembranças de abuso sexual de seus filhos, induzidas por terapeutas incompetentes. Da mesma forma, ele mostra que a crença nos argumentos de autoridade e o declínio da compreensão dos métodos da ciência prejudicam a capacidade de escolha políÌtica e poem em risco os valores da democracia.
Como todos os livros de Sagan, O mundo assombrado pelos demônios esta cheio de informações surpreendentes, transmitidas com humor e graça. Seus ataques muitas vezes divertidos à falsa ciência, às concepções excêntricas e aos irracionalismos do momento são acompanhados por lembranças felizes da infância, quando seus pais o colocaram em contato pela primeira vez com os dois modelos de pensamento centrais para o método científico: o ceticismo e a admiração.
Para aqueles que vivem bombardeados diariamente pelos fenômenos "fantásticos" da vida, este livro funciona como um tratamento de desintoxicação. Mais que uma vela bruxeleante, trata-se de um jato de luz destinado a varrer os demônios do obscurantismo que pairam sobre nosso tempo.
Disponível na internet o Pdf do Livro
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016
O Poder do exemplo
"Se o povo for conduzido apenas por meio de leis e decretos impessoais e se forem trazidos à ordem apenas por meio de punições, ele apenas procurará evitar a dor das punições, evitando a transgressão por medo da dor. Mas se ele for conduzido pela virtude e trazido à ordem pelo exemplo e pelos ritos em comum, ele terá o sentimento de pertencer a uma coletividade e o sentimento de vergonha quando agir contrário a ela e, assim, bem se comportará de livre e espontânea vontade." -- Confúcio
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016
Leandro Karnal - Religiões - Entrevista CBN
O historiador Leandro Karnal, especialista em história das religiões, conversa com Tani Morales na CBN sobre as diversas crenças, espiritualidade, fundamentalismo e conflitos.
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016
Pálido ponto Azul - Carl Sagan
"Olhem de novo esse ponto. É aqui, é a nossa casa, somos nós. Nele, todos a quem ama, todos a quem conhece, qualquer um sobre quem você ouviu falar, cada ser humano que já existiu, viveram as suas vidas. O conjunto da nossa alegria e nosso sofrimento, milhares de religiões, ideologias e doutrinas econômicas confiantes, cada caçador e coletor, cada herói e covarde, cada criador e destruidor da civilização, cada rei e camponês, cada jovem casal de namorados, cada mãe e pai, criança cheia de esperança, inventor e explorador, cada professor de ética, cada político corrupto, cada 'super-astro', cada 'líder supremo', cada santo e pecador na história da nossa espécie viveu ali - em um grão de pó suspenso num raio de sol. A Terra é um cenário muito pequeno numa vasta arena cósmica. Pense nos rios de sangue derramados por todos aqueles generais e imperadores, para que, na sua glória e triunfo, pudessem ser senhores momentâneos de uma fração de um ponto. Pense nas crueldades sem fim infligidas pelos moradores de um canto deste pixel aos praticamente indistinguíveis moradores de algum outro canto, quão frequentes seus desentendimentos, quão ávidos de matar uns aos outros, quão veementes os seus ódios. As nossas posturas, a nossa suposta autoimportância, a ilusão de termos qualquer posição de privilégio no Universo, são desafiadas por este pontinho de luz pálida. O nosso planeta é um grão solitário na imensa escuridão cósmica que nos cerca. Na nossa obscuridade, em toda esta vastidão, não há indícios de que vá chegar ajuda de outro lugar para nos salvar de nós próprios. A Terra é o único mundo conhecido, até hoje, que abriga vida. Não há outro lugar, pelo menos no futuro próximo, para onde a nossa espécie possa emigrar. Visitar, sim. Assentar-se, ainda não. Gostemos ou não, a Terra é onde temos de ficar por enquanto. Já foi dito que astronomia é uma experiência de humildade e criadora de caráter. Não há, talvez, melhor demonstração da tola presunção humana do que esta imagem distante do nosso minúsculo mundo. Para mim, destaca a nossa responsabilidade de sermos mais amáveis uns com os outros, e para preservarmos e protegermos o 'pálido ponto azul', o único lar que conhecemos até hoje."
Carl Sagan
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016
O Valor de um Momento
Para entender o valor de um ano
pergunte ao estudante que foi reprovado.
Para entender o valor de um mês
pergunte a uma mãe que teve um bebê prematuro.
Para entender o valor de uma semana
pergunte ao editor de um jornal semanal.
Para entender o valor de uma hora,
pergunte aos amantes que estão esperando para se encontrar.
Para entender o valor de um minuto,
pergunte a uma pessoa que tenha perdido o trem.
Para entender o valor de um segundo,
pergunte a uma pessoa que acabou de escapar de um acidente.
Para entender o valor de um milissegundo,
pergunte a uma pessoa que ganhou a medalha de ouro nos jogos olímpicos.
Aproveite cada momento que tiver!
O ontem é história. O amanhã é um mistério.
O Hoje é um presente.
Por isto se chama presente!!!
Autor desconhecido
sábado, 6 de fevereiro de 2016
Conselhos de Polônio a Laertes em Hamlet de Shakespeare
" Poucas vezes leremos algo tão sábio, tão lúdico e verdadeiro em tão poucas palavras. "
Ser fiel a ti mesmo, e jamais serás falso com ninguém.
* * *
LAERTES: Não se preocupe comigo.
Mas já me demorei muito. E aí vem meu pai, (Entra Polônio.)
Uma dupla bênção é uma dupla graça.
Feliz por despedir-me duas vezes.
POLÔNIO: Ainda aqui, Laertes! Já devia estar no navio, que diabo!
O vento já sopra na proa de teu barco;
Só esperam por ti. Vai, com a minha bênção, vai!
(Põe a mão na cabeça de Laertes.)
E trata de guardar estes poucos preceitos:
Não dá voz ao que pensares, nem transforma em ação um pensamento tolo.
( Não expressar tudo o que se pensa.)
Sejas amistoso, sim, jamais vulgar.
Os amigos que tenhas, já postos à prova,
Prende-os na tua alma com grampos de aço;
Mas não caleja a mão festejando qualquer galinho implume Mal saído do ovo
( Valorizar amigos testados, mas não oferecer amizade a cada um que aparecer a sua frente )
Prende-os na tua alma com grampos de aço;
Mas não caleja a mão festejando qualquer galinho implume Mal saído do ovo
( Valorizar amigos testados, mas não oferecer amizade a cada um que aparecer a sua frente )
Procura não entrar em nenhuma briga;
Mas, entrando, encurrala o medo no inimigo.
( Evitar qualquer briga, mas se for obrigado a entrar numa, que seus inimigos o temam.)
Presta ouvido a muitos, tua voz a poucos.Acolhe a opinião de todos – mas você decide.
( Ouvir a todos, mas falar com poucos. )
( Ouvir a todos, mas falar com poucos. )
Usa roupas tão caras quanto tua bolsa permitir,
Mas nada de extravagâncias – ricas, mas não pomposas.
O hábito revela o homem,
E, na França, as pessoas de poder ou posição
Se mostram distintas e generosas pelas roupas que vestem.
( Usar roupas de acordo com sua renda, sem nunca ser extravagante.)
Mas nada de extravagâncias – ricas, mas não pomposas.
O hábito revela o homem,
E, na França, as pessoas de poder ou posição
Se mostram distintas e generosas pelas roupas que vestem.
( Usar roupas de acordo com sua renda, sem nunca ser extravagante.)
Não empreste nem peça emprestado:
Quem empresta perde o amigo e o dinheiro;
Quem pede emprestado já perdeu o controle de sua economia.
( Não emprestar dinheiro a amigos, para não perder amigos e dinheiro.)
Quem empresta perde o amigo e o dinheiro;
Quem pede emprestado já perdeu o controle de sua economia.
( Não emprestar dinheiro a amigos, para não perder amigos e dinheiro.)
E, sobretudo, isto: sê fiel a ti mesmo.
Jamais serás falso pra ninguém
( Ser fiel a ti mesmo, e jamais serás falso com ninguém.)
Adeus. Que minha bênção faça estes conselhos frutificarem em ti.
LAERTES: Com toda a humildade, eu me despeço, pai.
Jamais serás falso pra ninguém
( Ser fiel a ti mesmo, e jamais serás falso com ninguém.)
Adeus. Que minha bênção faça estes conselhos frutificarem em ti.
LAERTES: Com toda a humildade, eu me despeço, pai.
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016
Sam Harris: A ciência pode responder questões morais
Texto retirado da palestra de Sam Harris na TED
Vou falar hoje sobre a relação entre ciência e valores humanos. É geralmente aceito que questões morais, questões sobre o bem e o mal e o certo e o errado, são questões sobre as quais a ciência oficialmente não possui opinião. Pensamos que a ciência pode nos ajudar a conseguir o que valorizamos, mas não pode nos dizer o que devemos valorizar. E, por consequência, a maioria das pessoas acha que a ciência nunca vai responder as questões mais importantes na vida humana,questões como, "Pelo que vale a pena viver?" "Pelo que vale a pena morrer?" "O que constitui uma vida boa?"
segunda-feira, 25 de agosto de 2014
Os quatro estágios do aprendizado!
A disciplina tem como objetivo ensinar-nos a fazer o que não é natural. Podemos fazer que se torne natural, se torne um hábito. E nós somos criaturas de hábitos.
Os quatro estágios necessários para adquirir novos hábitos ou habilidades se aplicam à aprendizagem de bons como de maus hábitos e comportamentos. São eles:
1º Estágio - Inconsciente e Sem Habilidade - Você ignora o comportamento e o hábito. Você está inconsciente ou desinteressado em aprender a prática e obviamente despreparado.
2º Estágio - Consciente e Sem Habilidade - Você toma consciência de um novo comportamento, mas ainda não desenvolveu a prática. Tudo é desajeitado, antinatural e assustador, mas se continuar a lidar com isso, irá para o terceiro estágio.
3º Estágio - Consciente e Habilidoso - Você está se tornando cada vez mais experiente e se sente confortável com o novo comportamento ou prática.
4º Estágio - Inconsciente e Habilidoso - Neste estágio você não precisa mais pensar. O novo comportamento se torna natural, parte de você e de sua natureza. É nesse estágio que
"Pensamentos tornam-se ações, ações tornam-se hábitos, hábitos tornam-se caráter, e nosso caráter torna-se nosso DESTINO."Trechos retirados de "O Monge e o Executivo" de James C. Hunter.
Pg 123,124,125
quarta-feira, 20 de agosto de 2014
Como podemos ser feliz? - Por Stephen Fry
Como posso ser feliz? Algumas pessoas acreditam que não há um único "sentido da vida". Elas pensam que o universo foi criado com um propósito e que os seres humanos fazem parte de algum plano cósmico maior. Elas acham que nosso significado vem de ser parte desse plano que está escrito no universo à espera de ser descoberto.
Uma visão humanista de sentido na vida é diferente. Os humanistas não vem que exista qualquer propósito evidente para o universo, mas que é um fenômeno natural sem nenhum projeto por trás dele. Significado não é algo lá fora esperando para ser descoberto, mas algo que criamos em nossas próprias vidas. E, embora este vasto e incrivelmente antigo universo não foi criado para nós, todos nós estamos ligados a algo maior do que nós mesmos, quer seja a família e a comunidade, uma tradição que se estende para o passado, uma idéia ou causa olhando para o futuro ou um belo e o mais amplo mundo natural no qual nascemos e nossa espécie evoluiu. Essa maneira de pensar significa que não é apenas um grande "sentido da vida", mas que cada pessoa vai ter muitos significados diferentes em sua vida.
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