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sábado, 13 de fevereiro de 2016

O Mundo Assombrado pelos Demônios - Carl Sagan


Este livro é uma defesa apaixonada e apaixonante da ciência e da racionalidade humana. Carl Sagan, que n„o tem poupado esforços para divulgar os conhecimentos científicos de forma correta e clara, ataca o vírus do analfabetismo científico que faz, por exemplo, com que a maioria dos americanos pense que os dinossauros conviveram com os seres humanos e que desapareceram no Dilúvio porque não cabiam na Arca de Noé. Ou que acredite em explicações pseudocientíficas e ficções, do monstro de Loch Ness às estátuas lacrimejantes da Virgem Maria, do Abominável Homem das Neves ao poder das pirâmides e dos cristais, do Santo Sudário a terapias de vidas passadas, de anjos e demônios a seres extraterrestres que sequestram e estupram. 
Para o autor de Pálido Ponto Azul, longe de serem inócuas, essas crenças e modismos podem causar danos terríveis; nos Estados Unidos pais inocentes estão sendo condenados em decorrência de falsas lembranças de abuso sexual de seus filhos, induzidas por terapeutas incompetentes. Da mesma forma, ele mostra que a crença nos argumentos de autoridade e o declínio da compreensão dos métodos da ciência prejudicam a capacidade de escolha políÌtica e poem em risco os valores da democracia. 
Como todos os livros de Sagan, O mundo assombrado pelos demônios esta cheio de informações surpreendentes, transmitidas com humor e graça. Seus ataques muitas vezes divertidos à falsa ciência, às concepções excêntricas e aos irracionalismos do momento são acompanhados por lembranças felizes da infância, quando seus pais o colocaram em contato pela primeira vez com os dois modelos de pensamento centrais para o método científico: o ceticismo e a admiração. 
Para aqueles que vivem bombardeados diariamente pelos fenômenos "fantásticos" da vida, este livro funciona como um tratamento de desintoxicação. Mais que uma vela bruxeleante, trata-se de um jato de luz destinado a varrer os demônios do obscurantismo que pairam sobre nosso tempo.


Disponível na internet o  Pdf do Livro

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Pálido ponto Azul - Carl Sagan


"Olhem de novo esse ponto. É aqui, é a nossa casa, somos nós. Nele, todos a quem ama, todos a quem conhece, qualquer um sobre quem você ouviu falar, cada ser humano que já existiu, viveram as suas vidas. O conjunto da nossa alegria e nosso sofrimento, milhares de religiões, ideologias e doutrinas econômicas confiantes, cada caçador e coletor, cada herói e covarde, cada criador e destruidor da civilização, cada rei e camponês, cada jovem casal de namorados, cada mãe e pai, criança cheia de esperança, inventor e explorador, cada professor de ética, cada político corrupto, cada 'super-astro', cada 'líder supremo', cada santo e pecador na história da nossa espécie viveu ali - em um grão de pó suspenso num raio de sol. A Terra é um cenário muito pequeno numa vasta arena cósmica. Pense nos rios de sangue derramados por todos aqueles generais e imperadores, para que, na sua glória e triunfo, pudessem ser senhores momentâneos de uma fração de um ponto. Pense nas crueldades sem fim infligidas pelos moradores de um canto deste pixel aos praticamente indistinguíveis moradores de algum outro canto, quão frequentes seus desentendimentos, quão ávidos de matar uns aos outros, quão veementes os seus ódios. As nossas posturas, a nossa suposta autoimportância, a ilusão de termos qualquer posição de privilégio no Universo, são desafiadas por este pontinho de luz pálida. O nosso planeta é um grão solitário na imensa escuridão cósmica que nos cerca. Na nossa obscuridade, em toda esta vastidão, não há indícios de que vá chegar ajuda de outro lugar para nos salvar de nós próprios. A Terra é o único mundo conhecido, até hoje, que abriga vida. Não há outro lugar, pelo menos no futuro próximo, para onde a nossa espécie possa emigrar. Visitar, sim. Assentar-se, ainda não. Gostemos ou não, a Terra é onde temos de ficar por enquanto. Já foi dito que astronomia é uma experiência de humildade e criadora de caráter. Não há, talvez, melhor demonstração da tola presunção humana do que esta imagem distante do nosso minúsculo mundo. Para mim, destaca a nossa responsabilidade de sermos mais amáveis uns com os outros, e para preservarmos e protegermos o 'pálido ponto azul', o único lar que conhecemos até hoje." 
Carl Sagan

domingo, 7 de fevereiro de 2016

Isaac Asimov - A Última Pergunta


A Última Pergunta é um conto de ficção científica de Isaac Asimov. Sua primeira publicação foi em novembro de 1956 e, a partir de então, teve diversas aparições em compilações, como Nove Amanhãs (1959), O Melhor de Isaac Asimov (1973) e Sonhos de Robô, assim como na retrospectiva Opus 100 (1969). É uma parte desconexa de uma série de contos sobre o computador ficcional chamado Multivac.

A Última Pergunta é um dos mais aclamados contos do popular autor de ficção científica Isaac Asimov. Foi escolhido por ele próprio como o mais ambicioso e o preferido de sua autoria.

A pergunta é feita pela primeira vez por um engenheiro embriagado a Multivac, um super computador com milhas de comprimento que havia acabado de desenvolver um método para suprir a humanidade de energia por incontáveis anos. A dúvida toma corpo pois, apesar do extenso período de abastecimento garantido, o universo há de ter um fim e, com ele, as fontes de energia. Faz-se então a pergunta: como salvar a humanidade, ou seja, "como reverter a entropia?" (ver 2ª Lei da Termodinâmica).

O conto segue uma estrutura linear, mas que utiliza saltos de até bilhões de anos na história da humanidade, mostrando como em cada época a pergunta foi repetida a Multivac, e, invariavelmente, recebendo a mesma resposta: "Dados insuficientes para uma resposta significativa". Este ciclo prossegue até o clímax do livro, um misto de religião, filosofia e ciência.

Boa Leitura!

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Curiosidade - Como surgem os ventos?

Você sabe como surge o Vento? Os ventos se formam pelo deslocamento das massas de ar na atmosfera por causa da diferença de pressão e temperatura. O ar quente por ser menos denso sobe fazendo o ar frio descer. Esse movimento também é influenciado pelo geografia do local, também por  incêndios florestais de grande proporção.


Uma forma visual de verificar a velocidade do vento é usando a Escala de Beauort. Ela classifica a intensidade dos ventos baseado nos efeitos causados das ventanias no mar e na terra. Tem seu nome por causa do meteorologista Francis Beaufort

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