As leis são criadas para organizar, regulamentar a convivência em sociedade. Sem elas seria quase impossível o convívio pacífico entre os homens, devido a diversidade de interesses, caráter, formação.
Todos os dias, precisamos sair de nossas casas para nos deslocarmos para a escola, o trabalho e outros lugares, seguindo caminho pelo trânsito, estabelecendo vínculos sociais, convivendo com milhares de pessoas, com seus próprios problemas, colocando na maioria das vezes, seus interesses individuais acima dos da coletividade.

CAPÍTULO IDISPOSIÇÕES PRELIMINARESArt. 1º O trânsito de qualquer natureza nas vias terrestres do território nacional, abertas à circulação, rege-se por este Código.§ 1º Considera-se trânsito a utilização das vias por pessoas, veículos e animais, isolados ou em grupos, conduzidos ou não, para fins de circulação, parada, estacionamento e operação de carga ou descarga.§ 2º O trânsito, em condições seguras, é um direito de todos e dever dos órgãos e entidades componentes do Sistema Nacional de Trânsito, a estes cabendo, no âmbito das respectivas competências, adotar as medidas destinadas a assegurar esse direito.
Um dos muitos problemas no Brasil, referente ao trânsito, mais sérios ao meu ver, é o da educação. O cidadão só ouve falar sobre trânsito quando deseja tirar sua permissão para dirigir. Infelizmente, ainda não é cultural a educação ser passada desde os primeiros anos da vida escolar e na vida comunitária, mesmo estando presente na lei. O desconhecimento de uma lei não pode ser usado como desculpa.
CAPÍTULO VIDA EDUCAÇÃO PARA O TRÂNSITOArt. 74. A educação para o trânsito é direito de todos e constitui dever prioritário para os componentes do Sistema Nacional de Trânsito.
Art. 76. A educação para o trânsito será promovida na pré-escola e nas escolas de 1º, 2º e 3º graus, por meio de planejamento e ações coordenadas entre os órgãos e entidades do Sistema Nacional de Trânsito e de Educação, da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, nas respectivas áreas de atuação.

Esses direitos e deveres, infelizmente, não são colocados em pratica, somado aos problemas históricos brasileiros, transformam o trânsito numa máquina de coletar vidas e destruir famílias.
A tolerância, a paciência das pessoas está cada vez menor, devido á inúmeros fatores, ao acúmulos de problemas, ao stress da correria diária, stress causado pelo próprio transito, isso tudo faz com que os pequenos problemas tomem grandes proporções.
É preciso uma intervenção conjunta dos poderes estatais e privados para tentar minimizar essa problemática. Um investimento real em educação no trânsito desde a pré-escola até a vida adulta. Investimento em transporte coletivo, que ao meu ver é o verdadeiro transporte do futuro, com economia de espaço e preservação do meio ambiente. Com apenas um transporte coletivo se substitui, proporcionalmente, mais de 40 automóveis de pequeno porte.
Oura solução viável para o futuro é o investimento em ciclovias, para melhor locomoção e segurança dos ciclistas. Essa solução funciona com muita eficiência em países desenvolvidos, como a Alemanha, Holanda, que tem milhares de quilômetros de ciclovias. Nas condições atuais de vias brasileiras, fica muito complicado o trânsito de bicicletas junto com os automóveis.
Campanhas publicitarias impactantes com veiculação a todo momento nas mídias, para atingir e lembrar a todo momento as melhores formar de conviver em sociedade. Uma Justiça que seja implacável, para todos os indivíduos, sem distinção de classe e status.
Educar para o trânsito não se limita apenas a ensinar regras de circulação, mas também deve contribuir para formar cidadãos responsáveis, autônomos e comprometidos com a preservação da vida e com a boa convivência entre seus pares. Diante do quadro de violência que vem se apresentando no trânsito e também em outras esferas sociais, torna-se necessário o envolvimento de toda a sociedade nessa tarefa de educar, na qual a família e a escola são a base formadora e não podem se eximir de tal responsabilidade.
“A educação é o instrumento capaz de formar cidadãos mais conscientes e preparados para enfrentar a vida e o trânsito.”
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